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Iscte assina protocolos para formação em Ação Humanitária

Cerimónia contou com a presença do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

23  de  Janeiro  de  2020

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Portal Iscte

A Sala de Atos da Reitoria do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa acolheu os reitores de três universidades moçambicanas – Universidade Pedagógica de Maputo, Universidade Rovuma e Universidade Púnguè – para assinarem com o Iscte e a Fundação Getúlio Vargas, protocolos de cooperação com vista à criação de um mestrado internacional em Ação Humanitária já a partir do próximo ano letivo.

“Na formação em Ação Humanitária falta o Sul, e o Iscte pretende fazer a diferença”, afirmou a Reitora do Iscte, Maria de Lurdes Rodrigues, ao sublinhar que a formação em Ação Humanitária promovida na Europa tem tido como principais destinatários estudantes europeus, particularmente do Norte da Europa. O que o Iscte pretende, enfatiza Maria de Lurdes Rodrigues, é “cooperar com países do Sul, com universidades do Sul, para a formação de estudantes de todas as regiões do mundo, nesta fase mundo onde se fala português, preparando profissionais cosmopolitas, mas locais, originários dos países onde a Ação Humanitária é requerida com mais força e com mais frequência”.

A Reitora do Iscte sublinhou o facto de esta ser “a única universidade especializada em Portugal” que tem como matriz a multidisciplinaridade, vocação essa que foi desenvolvida nos últimos 47 anos entre as diversas áreas disciplinares do Iscte. “Nenhum problema, dos muitos que hoje as sociedades enfrentam, se resolve hoje com o contributo de uma única disciplina.  Vivemos um tempo em que a exigência é a pluridisciplinaridade, a exigência é a capacidade de diálogo e estabelecimento de pontes entre disciplinas. E para esse diálogo e construção dessas pontes, tanto as Ciências Sociais e Humanas como as Tecnologias Digitais, são essenciais”. Daí que, combinando todas as suas áreas de conhecimento, o Iscte se posicione de forma impar “no panorama do ensino superior em Portugal, com recursos para formar peritos, para formar altos quadros, profissionais e dirigentes para o setor público e para o setor privado”.

Na cerimónia foi ainda apresentado o livro “Conferências do Iscte – Ação Humanitária”, que reúne o ciclo internacional de conferências sobre este tema promovido pelo Iscte e que decorreu durante o ano de 2019. “Esperamos que o livro seja um recurso de ensino, de aprendizagem e de reflexão para todos os que se interessam pelo tema da Ação Humanitária”, concluiu Maria de Lurdes Rodrigues apontando as duas conclusões fundamentais do ciclo de conferências do Iscte: “Em primeiro lugar, a importância da prevenção. E, para a prevenção, é muito importante a mobilização de conhecimento e de informação. Em segundo lugar, a importância da profissionalização e da coordenação dos agentes que intervêm ao nível local”.

Santos Silva defende diálogo com universidades

No encerramento da cerimónia que contou com a presença de inúmeras personalidades como conferencistas, investigadores e professores convidados, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sublinhou a importância desta iniciativa do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, visto que “na nossa cooperação o apoio às comunidades e as relações bilaterais e a Ação Humanitária são muito importantes em respostas de emergência às populações que vêm os seus direitos básicos ameaçados”. Augusto Santos Silva enfatizou o know-how de Portugal em campanhas recentes de Ação Humanitária bem sucedidas – a ajuda aos estudantes sírios, a intervenção na crise humanitária da Venezuela ou o apoio às populações moçambicanas vítimas recentes dos ciclones – e sublinhou o papel fundamental das universidades na investigação de modo a que os estados estejam prontos a acionar “as respostas necessárias e que estas estejam disponíveis para serem ativadas quando indispensável”. Augusto Santos Silva concluiu a sua intervenção em sintonia com a Reitora do Iscte dizendo que “precisamos de pessoas formadas que investiguem e que nos digam a nós decisores o que temos que fazer. E isto só se consegue com a colaboração das universidades e se estas trabalharem em conjunto”.  

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